ALERTA: Férias escolares aquecem a economia, mas aumentam os golpes financeiros

ALERTA: Férias escolares aquecem a economia, mas aumentam os golpes financeiros

As férias escolares — especialmente nos meses de julho, dezembro e janeiro — impulsionam o turismo, o comércio e o setor de serviços no Brasil e em Rondônia. No entanto, o aumento da circulação de dinheiro e das transações digitais também cria um ambiente propício para fraudes, exigindo atenção redobrada dos consumidores.

Impacto econômico das férias escolares

As férias representam um dos períodos de maior movimentação econômica no país, com reflexos diretos nos setores de lazer, alimentação, transporte e comércio. Em julho de 2025, o turismo nacional alcançou um faturamento recorde de R$ 19,7 bilhões, um crescimento de 4,3% em relação a 2024.

No acumulado de janeiro a julho, o setor movimentou R$ 127,7 bilhões (alta de 6,5%), consolidando-se como um dos motores da atividade econômica. O estado de São Paulo, principal polo turístico do país, recebeu 5,3 milhões de turistas no período, gerando R$ 7,8 bilhões em receita. Atualmente, o turismo representa cerca de 9,7% do PIB paulista, sendo o lazer o motivador de 49% das viagens.

Além disso, micro e pequenas empresas são diretamente beneficiadas, com aumento de faturamento em hotéis, restaurantes e comércio local. Outro fator relevante no início do ano é o gasto com educação: em 2024, as famílias brasileiras desembolsaram R$ 49,3 bilhões em materiais escolares, impactando cerca de 85% dos lares com filhos em idade escolar. Para este ano, projeta-se um crescimento de cerca de 3% nessas despesas, acompanhando a tendência de alta no turismo de verão.

Mais dinheiro em circulação, mais tentativas de fraude

O aumento das despesas com impostos (IPVA/IPTU), compras escolares e planejamento de viagens eleva a atuação de criminosos, que exploram a urgência, a desatenção e o excesso de confiança das vítimas.

A principal proteção continua sendo a informação. Golpes bem-sucedidos quase sempre se baseiam em pressão psicológica para impedir que a vítima verifique detalhes básicos. Por isso, hábitos simples — como confirmar dados em fontes oficiais — reduzem significativamente os riscos.

Golpes mais comuns e como se proteger

  1. Boletos falsos de IPTU e IPVA
  • Como funciona: Criminosos enviam boletos adulterados por e-mail, WhatsApp ou redes sociais, simulando cobranças de prefeituras ou do Detran.
  • Como se proteger: Gere boletos exclusivamente nos sites oficiais. Antes de pagar, confira o nome do beneficiário e o CNPJ no aplicativo do banco.
  1. Ofertas fraudulentas de materiais escolares
  • Como funciona: Sites falsos anunciam preços muito abaixo do mercado para atrair consumidores.
  • Como se proteger: Desconfie de descontos exagerados. Verifique se o site possui protocolo HTTPS (o cadeado na barra de endereço), CNPJ válido e boa reputação em sites como o Reclame Aqui.
  1. Falsa renegociação de dívidas
  • Como funciona: Golpistas se passam por bancos e prometem descontos agressivos mediante pagamento imediato.
  • Como se proteger: Nunca forneça dados pessoais por telefone. Utilize os canais oficiais da instituição ou o Registrato, do Banco Central, para consultar dívidas reais.
  1. Pedidos urgentes de transferência (Golpe do WhatsApp)
  • Como funciona: Criminosos simulam emergências familiares para pressionar transferências rápidas via Pix.
  • Como se proteger: Desconfie de mensagens alarmistas. Confirme a situação ligando para a pessoa por outro número ou via chamada de vídeo antes de qualquer envio de dinheiro.
  1. Golpes de viagens e hospedagens
  • Como funciona: Anúncios de pacotes ou imóveis inexistentes com preços irreais.
  • Como se proteger: Priorize plataformas reconhecidas (Booking, Decolar, Airbnb). Evite pagamentos antecipados fora dos ambientes seguros dessas plataformas e use o Google Reverse Image Search para verificar se as fotos do anúncio não foram roubadas de outros sites.

Ferramentas de prevenção

  • Aplicativos bancários: Ative alertas de transação e biometria.
  • Registrato (BC): Monitore empréstimos e contas abertas em seu CPF.
  • Educação digital: Compartilhe essas orientações com familiares, especialmente idosos, para reduzir o risco coletivo.

Recomendação da Fecomércio/RO

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO) destaca que as férias escolares movimentam milhões de reais no estado. Contudo, o ambiente favorável ao consumo exige vigilância.

Segundo o presidente da Fecomércio-RO e vice-presidente da CNC, Raniery Araújo Coêlho, prevenir fraudes é um exercício de cidadania. “Evitar e denunciar golpes é prestar um serviço à sociedade, pois dificulta a ação de criminosos”, afirma.

A entidade recomenda que a compra de materiais escolares seja feita, preferencialmente, em lojas físicas locais. Além de garantir a qualidade dos produtos e facilitar trocas, essa prática fortalece a economia regional, gera empregos e evita os riscos de golpes e erros comuns no comércio eletrônico.

 

 

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