‘BR-319 é inevitável, mas sem asfalto a curto prazo’, diz empresário de Roraima eleito presidente da PanAmazônia

‘BR-319 é inevitável, mas sem asfalto a curto prazo’, diz empresário de Roraima eleito presidente da PanAmazônia

A pavimentação da BR-319 deve avançar nos próximos meses, mas ainda não representa a conclusão do asfaltamento da rodovia. A avaliação é do empresário Remídio Monai, eleito presidente da Associação PanAmazônia, durante entrevista nesse domingo (5) ao programa Agenda da Semana, da Rádio Folha FM 100.3.

A análise ocorre dias após o Ministério dos Transportes autorizar obras e anunciar a licitação para intervenções no chamado “trecho do meio”, considerado um dos mais críticos da rodovia, no Amazonas.

O empresário – à frente da entidade que reúne representantes da região amazônica e atua na articulação por desenvolvimento e integração econômica – explicou que as intervenções previstas, com investimento estimado em R$ 700 milhões, ainda não correspondem ao asfaltamento definitivo, mas a uma fase intermediária. Por isso, segundo Monai, apesar do anúncio federal, a expectativa deve ser moderada.

“Com aquela lei que foi aprovada, que dispensa a licença, eles querem ver se agora eles então avançam para o asfaltamento. Então, neste primeiro momento, sairá essa melhoria, essa melhoria que eles vão deixar ela quase que com uma sub-base pronta, para que depois possa vir em seguida um asfaltamento. Não é um asfalto definitivo, mas é um provisório para tirar a poeira, para tirar a lama, até que viesse definitivamente o asfaltamento. Então, eu me preparo psicologicamente para aturar, para aguentar a BR-319 nessas condições, mas não me iludo que nós vamos ter asfalto a curto prazo”, afirmou.

O pacote do governo inclui a pavimentação de cerca de 339 quilômetros entre os km 250 e 590, além da construção de uma ponte sobre o rio Igapó-Açu, que deve substituir a atual travessia por balsa. Para Monai, essas medidas representam avanços logísticos importantes, especialmente na redução do tempo de viagem. “Hoje você perde uma hora, uma hora e meia ali na balsa. Com a ponte, já vai ser uma melhoria significativa”, pontuou.

Apesar dos entraves históricos, incluindo questões ambientais e burocráticas, ele avalia que o projeto avançou a um ponto sem retorno. “A ligação de Roraima e do Amazonas com o restante do país pela 319 é uma realidade. Vai acontecer, mais dia menos dia. Não devemos nos empolgar muito, mas o que vai acontecer, vai”, declarou.

BR-174 também preocupa

Durante a entrevista, Monai também comentou a situação da BR-174, especialmente no trecho entre Manaus e o interior do Amazonas, que apresenta desgaste acentuado devido ao clima e ao aumento do fluxo de veículos.

Segundo ele, obras de manutenção já foram autorizadas, mas a rodovia, com mais de 30 anos, exige uma reestruturação mais ampla. “Precisa retirar esse asfalto velho e fazer um serviço novo, porque o trânsito hoje não é o mesmo de quando foi construída”, avaliou.

Entrevista completa

A entrevista com o empresário também tratou de outros detalhes das rodovias BR-319 e 174, além de relações políticas para o desenvolvimento terrestre da região Norte. Confira a entrevista completa no canal da rádio Folha FM 100.3 no YouTube.

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