Câmara Federal aprova projeto que amplia mercado de aviação na Amazônia para empresas estrangeiras

Câmara Federal aprova projeto que amplia mercado de aviação na Amazônia para empresas estrangeiras

Projeto agora segue para o Senado, antes de ir para sanção presidencial 

Após inúmeras articulações políticas com a bancada federal, a Mesa Diretora e a participação ostensiva do setor produtivo rondoniense, a Câmara dos Deputados aprovou ontem o Projeto de Lei 539/2024. De autoria da deputada federal Cristiane Lopes (Podemos-RO), a proposta permite que companhias aéreas estrangeiras ofereçam serviços de aviação dentro da área da Amazônia Legal.

Segundo o presidente do Sistema Fecomércio-RO e vice-presidente da CNC, Raniery Araújo Coêlho, os estados da região têm muito a comemorar. Para ele, a legislação permitirá — especialmente em Rondônia — o crescimento do comércio e do turismo, não apenas localmente, mas também na integração com os países da América Andina.

“A questão aérea é um dos principais gargalos do crescimento rondoniense. A Fecomércio-RO e o Sistema CNC têm lutado muito, em níveis estadual e federal, por mudanças na legislação para mitigar os impactos de um modal aéreo deficitário. Vamos agora mobilizar nossos representantes no Senado para incluir o projeto na pauta de votação o mais rápido possível”, comentou Coêlho.

O dirigente também ressaltou a participação decisiva de entidades como Abav, Fiero, Sebrae, Acep e o Instituto Escudo Coletivo na aprovação da matéria. “Todos foram fundamentais na construção dessa articulação político-empresarial. É importante, agora, que o projeto seja aprovado ainda em 2026”, concluiu.

O Projeto

A iniciativa abrange empresas sul-americanas que já possuem autorização para realizar voos internacionais no Brasil, estendendo essa permissão para trechos domésticos na região norte.

Relatado pelo deputado Sidney Leite (PSD-AM), o texto segue agora para análise do Senado Federal. A prática, conhecida como “cabotagem aérea”, altera o Código Brasileiro de Aeronáutica ao regulamentar as hipóteses de transporte doméstico por empresas estrangeiras na Amazônia Legal.

A autora justifica a proposta apontando que, historicamente, há um desinteresse das companhias aéreas nacionais em operar rotas regulares em diversas localidades da região, o que isola comunidades e encarece o transporte.

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