
Resultado apenas confirma previsão feita peal CNC com base em estudos sobre o impacto da lei no setor do comércio de bens, serviços e turismo
EMPRESÁRIOS DE RONDÔNIA ALERTAM PARA IMPACTOS DO FIM DA ESCALA 6×1
Resultado apenas confirma previsão feita pela CNC com base em estudos sobre o impacto da lei no setor do comércio de bens, serviços e turismo
Uma ampla pesquisa de opinião empresarial realizada no estado de Rondônia revelou que a maior parte do setor produtivo local rejeita firmemente a proposta de proibição da escala de trabalho 6×1. O levantamento, coordenado em conjunto pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria (SIMPI-RO), Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia (Facer), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-RO), Banco do Povo e entidades parceiras, aponta que as mudanças propostas geram fortes preocupações sobre o futuro econômico das empresas locais.
Os dados coletados apontam um cenário de resistência: quase 44% dos entrevistados declararam discordar totalmente da extinção da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso. O número reflete o tamanho do receio dos representantes do setor produtivo quanto ao impacto operacional no dia a dia dos negócios, especialmente no comércio e no setor de serviços, que dependem fortemente de flexibilidade de horários.
Segundo o Presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/Instituto Fecomércio e Vice-Presidente da CNC, Raniery Araújo Coêlho, os números da pesquisa apenas confirmam o receio dos empresários de quando a lei foi proposta, e ressalta que a lei precisa ser amadurecida. “Reafirmo aqui o que o Presidente da CNC, José Tadros, e a equipe econômica têm manifestado: o Sistema não é contra a Lei, mas é a favor do diálogo e que seja respeitada a peculiaridade de cada segmento“, comentou.
OUTROS NÚMEROS
A pesquisa trouxe ainda outros números que demonstram a insatisfação do setor produtivo rondoniense: mais de 45% dos gestores afirmaram que o fim da escala 6×1 trará impactos profundamente negativos para as suas empresas. Os empresários alertam que o tema não pode ser abordado de maneira simplificada pelo debate público ou legislativo, uma vez que envolve variáveis complexas de sobrevivência empresarial.
Entre os principais pontos de atenção levantados pelas lideranças estão o aumento imediato de custos operacionais e a necessidade de uma reorganização completa das escalas de atendimento. Sem o devido planejamento e flexibilidade, o setor aponta que as mudanças podem se traduzir em aumento no preço final dos produtos e serviços repassados aos consumidores, além de colocar em risco a própria rotina de atendimento e a manutenção dos postos de trabalho atuais.
Contraponto aos dados nacionais
Os resultados locais dão sustentação ao movimento de contestação liderado pelo SIMPI de Rondônia, que confirmou que outros estados, como São Paulo e Espírito Santo, também têm monitorado tendências semelhantes de rejeição empresarial. Diante disso, as lideranças rondonienses confirmaram o encaminhamento de um pedido formal de esclarecimentos ao Sebrae Nacional para entender os critérios metodológicos adotados na pesquisa federal.
DADOS DA PESQUISA
A empresa contratada realizou a pesquisa em Rondônia entre os dias 18 e 28 de maio de 2026. Ao todo, foram efetuadas cerca de 10 mil ligações telefônicas e enviadas aproximadamente 40 mil mensagens via aplicativo WhatsApp, culminando na realização de 800 entrevistas validadas.