
Maior segurança e os impactos para usuários e empresas
As recentes alterações nas regras do Pix visam aprimorar a segurança das transações digitais
Entraram em vigor na segunda-feira 02.02 as novas diretrizes do Pix, que introduzem mecanismos de segurança mais robustos, prometendo reduzir a incidência de fraudes. Um desses mecanismos é a implementação de autenticação multifatorial, que forçará os usuários a adotar práticas mais seguras, dificultando ações de criminosos cibernéticos.
Empresas e instituições financeiras, por sua vez, devem adaptar suas plataformas para integrar essas exigências, o que pode demandar investimentos significativos, porém necessários para garantir a confiança do consumidor.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO entende que em relação ao combate a fraudes, as novas regras também focam na análise comportamental das transações. Isto significa que, ao identificar atividades suspeitas, o sistema poderá alertar automaticamente tanto os usuários quanto as instituições financeiras, impedindo que fraudes sejam concretizadas. Esta mudança eleva o nível de proteção e pode desencorajar ações fraudulentas, indo além da responsabilidade individual dos usuários.
As oportunidades e os desafios das novas regras
Entretanto, como ressaltam especialistas, a tecnologia sozinha não é suficiente. Para que o sistema seja verdadeiramente eficaz, é crucial que haja uma parceria entre regulamentações, inovação tecnológica e educação. A ampliação do conhecimento dos usuários sobre como operar o Pix com segurança é fundamental para evitar que desinformação leve a decisões precipitadas e vulnerabilidades.
O impacto econômico também é notável. Para as empresas que utilizam o Pix como meio de pagamento, a adaptação às novas regras pode significar tanto um desafio, quanto uma oportunidade. Negócios que já adotam medidas proativas de segurança terão uma vantagem competitiva, atraindo consumidores que valorizam a proteção de seus dados. Além disso, o aprimoramento da segurança pode abrir novas avenidas de negócios, especialmente para startups que oferecem soluções de pagamento digital.
Para o presidente da Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, “empresas que se adaptarem rápido às novas regras podem se destacar na concorrência, mas, como precisarão atualizar seus sistemas de pagamento para atender às novas exigências de segurança serão precisos investimentos maiores em tecnologia e treinamento de equipe”.
É claro que a atualização das plataformas, integração de ferramentas de segurança e possíveis adaptações nos processos internos podem resultar em altos custos. A evolução do Pix, portanto, acena para um futuro mais seguro e eficiente, mas demanda um esforço coletivo para que as oportunidades sejam plenamente aproveitadas, e os desafios tratados adequadamente. A educação contínua e a inovação serão elementos-chave na construção desse novo cenário.