
Encontro analisa impactos de medidas econômicas e reforça atuação coordenada do Sistema Comércio
Em um cenário marcado pelo avanço de propostas com forte impacto no ambiente de negócios — como o debate sobre o fim da escala 6×1, a ampliação de subsídios ao diesel e a expansão de gastos públicos —, a reunião de Diretoria da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) colocou no centro do debate os riscos econômicos e a necessidade de uma atuação institucional coordenada do setor.
Realizado nesta quarta-feira (15), na sede da CNC no Rio de Janeiro, o encontro reuniu lideranças do Sistema Comércio para analisar os efeitos dessas medidas e alinhar estratégias diante de um ambiente de crescente pressão fiscal e regulatória.
A reunião foi conduzida pelo presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, que reforçou o papel da Confederação na defesa do setor produtivo. “O Brasil vive um momento de decisões que impactam diretamente quem gera emprego e renda. É fundamental que o setor esteja unido, com uma agenda clara e propositiva, para garantir equilíbrio econômico e segurança jurídica.”

A análise apresentada pelo economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, trouxe um panorama das principais medidas em discussão e seus efeitos sobre a economia. Entre os pontos destacados, estão a ampliação do Bolsa Família, com crescimento do número de beneficiários e aumento da pressão fiscal, os subsídios ao diesel e ao gás de cozinha, com impacto direto nas contas públicas, o programa Desenrola 2.0, que prevê descontos expressivos para renegociação de dívidas, e, principalmente, a proposta de fim da escala 6×1, com redução da jornada para 40 horas semanais.
Segundo a análise, medidas dessa natureza podem gerar estímulos no curto prazo, mas trazem efeitos relevantes sobre inflação, custo das empresas e sustentabilidade fiscal no médio prazo. “Há um conjunto de medidas que, embora estimulem o consumo no curto prazo, ampliam o custo Brasil, pressionam o setor produtivo e comprometem o equilíbrio fiscal nos próximos anos”, destacou Bentes.
Agenda institucional
Diante desse cenário, a Agenda Institucional do Sistema Comércio foi ressaltada como instrumento estratégico para orientar a atuação política da CNC e ampliar o diálogo com os Poderes Executivo e Legislativo.
A entrega do documento aos presidentes da Câmara e do Senado, somada à campanha nacional veiculada na imprensa, reforça o posicionamento da entidade sobre temas prioritários para o setor, ampliando a visibilidade das pautas e fortalecendo a representação empresarial.
Comunicação e mobilização

A reunião também trouxe atualizações da estratégia de comunicação do Sistema Comércio, com destaque para campanhas nacionais e para a mobilização em torno da Semana S. A iniciativa, que conecta CNC, Sesc e Senac em uma narrativa integrada, aumenta a presença institucional e reforça o impacto das ações na sociedade e no empresariado, com metas mais ambiciosas para 2026.
“A Semana S é mais do que um evento. É uma vitrine do que o Sistema entrega todos os dias. Nosso desafio é ampliar essa percepção e aproximar ainda mais o empresário dessa realidade”, afirmou o chefe do Gabinete da Presidência e coordenador de Comunicação Integrada do Sistema CNC-Sesc-Senac, Elienai Câmara.