Estado alcança taxa de desocupação de 2,6%, bem abaixo da média nacional de 5,4%, e apresenta queda de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior
Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD), confirmam o bom desempenho do mercado de trabalho em Rondônia. O estado encerrou o segundo trimestre de 2026 na quarta posição entre as unidades da federação com menor índice de desemprego do país, com taxa de desocupação de 2,6%. O resultado coloca Rondônia atrás apenas de Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%) e Espírito Santo (2,3%), estados que atravessam um ciclo de economia em expansão. A média nacional de desemprego ficou em 5,4% no período.
Outro dado relevante apontado pela pesquisa é a queda acelerada de 1% na taxa de desocupação de Rondônia em comparação ao primeiro trimestre de 2026. Com este desempenho, o estado integra o grupo de 13 unidades da federação que conseguiram reduzir o desemprego no período.
Análise do setor produtivo
Para o presidente do Sistema Fecomércio-RO e vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Raniery Araújo Coêlho, os números refletem o aquecimento da atividade econômica local e o esforço do setor produtivo em gerar empregos formais.”Os dados do IBGE mostram que o desempenho do mercado de trabalho nos estados está diretamente ligado aos níveis de evolução da atividade econômica, da industrialização e da instrução da população. Rondônia tem conseguido avançar nessas três frentes, e o resultado aparece justamente na redução consistente do desemprego”, avalia Raniery.
O dirigente destaca ainda que o resultado ganha relevância por ocorrer em um cenário de recuperação nacional, no qual poucos estados apresentaram queda na desocupação. “Estar entre os quatro melhores do Brasil, com uma das maiores quedas trimestrais, demonstra que a economia rondoniense está no caminho certo, apoiada no comércio, no agronegócio e na indústria”, acrescenta.
Informalidade em destaque
Apesar do desempenho positivo, o levantamento aponta um ponto de atenção: a taxa de informalidade de Rondônia ficou em 42%, ligeiramente acima da média nacional. Para o presidente da Fecomércio-RO, o dado reforça a necessidade de políticas voltadas à formalização e à qualificação profissional.
“O desafio agora é transformar esse bom momento em empregos com carteira assinada e em melhores condições de renda para o trabalhador. A informalidade ainda elevada mostra que há espaço para avançarmos, sobretudo por meio de capacitação e do fortalecimento do ambiente de negócios”, concluiu Raniery Araújo Coêlho.