_Visita institucional fortaleceu laços e debateu vários entraves logísticos que dificultam comércio entre_
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Rondônia (Fecomércio-RO) recebeu uma visita institucional de representantes do Comércio Exterior e Turismo do Peru para apresentar as potencialidades econômicas e turísticas e os projetos que o Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/Instituto Fecomércio desenvolve no estado. A comitiva está em missão no Estado para uma série de visitas e encontros institucionais desde o início da semana.
Durante a reunião, foram exibidos vídeos institucionais que destacam vários projetos estratégicos defendidos pela federação, como o Programa Vai Turismo, da CNC, e o Conselho Empresarial do Turismo de Rondônia (Conetur), além do forte potencial rondoniense nos setores de carne bovina, gastronomia, grãos, piscicultura, mineração e na consolidação de Porto Velho como a capital nacional da pesca esportiva e a localização estratégica rondoniense para a integração comercial como os países andinos.
A Comitiva do Comércio Exterior peruana é formada pelo Vice-Ministro do Turismo Cesar Llana Silva, Diretor da Promperu em São Paulo Fernando Albareda, Presidente da Zona de Livre Comércio de Matarani, Alfredo Alvarez Diaz, Diretora Geral de Facilitação de Comércio Exterior, Cláudia Parra e o Presidente da Zona de Livre Comércio de Ilo, Nery Fernandez. Também esteve presente na reunião a analista da Fiero, Leniane Silva. O Sistema Fecomércio-RO foi representado pela Vice-presidente Arteniza Paixão, e pela Consultora-Executiva, Cileide Macedo.
DEBATE
O grande destaque da missão institucional foi a convergência de interesses entre Rondônia e o Peru em estreitar os laços e estabelecer um fluxo contínuo e estável de comércio e turismo na região de fronteira. Embora o Acordo de Complementação Econômica nº 58 (tratado comercial assinado em 2005 entre o Mercosul e a República do Peru) já tenha liberado as tarifas alfandegárias entre os dois países, as autoridades enfatizaram que o intercâmbio comercial direto na fronteira amazônica ainda é tímido, fazendo com que a maior parte das mercadorias circule por vias marítimas distantes.
Apesar do otimismo, o debate não escondeu os severos desafios logísticos e geográficos enfrentados pela integração regional, tradicionalmente dificultada pela cordilheira e pela densa floresta equatorial — barreiras frequentemente chamadas de “muralha verde”. Entre os gargalos operacionais citados, estão a necessidade de manutenção asfáltica e melhoria da infraestrutura rodoviária no trecho acriano da Rodovia Interoceânica, a conclusão de anéis viários e a urgência de modernizar os postos de fiscalização na fronteira, como o eixo entre Assis Brasil e Iñapari.
No entanto, os representantes estão interessados em manter o diálogo com o Setor Produtivo e Governamental rondoniense para que esses problemas sejam equalizados e as dificuldades sejam superadas. “Hoje já temos um comércio estabelecido, uma rota conhecida e o interesse das partes em comercializar. Precisamos unir forças e buscar no Governo Peruano e do Brasil e dos estados fronteiriços um entendimento. O Sistema Fecomércio-RO está de portas abertas para somar forças e estreitar esse diálogo e colaborar com esse projeto de desenvolvimento”, comentou a Vice-Presidente da federação, Arteniza Paixão.