Comissão mantém votação de PEC da escala 6×1 após governo enviar projeto

Comissão mantém votação de PEC da escala 6×1 após governo enviar projeto
Informação foi confirmada à reportagem pelo relator da PEC, Paulo Azi (União-BA); parlamentar votará pela admissibilidade da PEC na Comissão

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados mantém a previsão de votar nesta quarta-feira (15) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da redução da jornada de trabalho – mesmo após o governo enviar um projeto com urgência constitucional para o tema.

A informação foi confirmada à reportagem pelo relator da PEC, deputado federal Paulo Azi (União-BA). Como adiantou a CNNo parlamentar votará pela admissibilidade da PEC na Comissão.

O governo encaminhou o projeto ao Congresso na noite da terça-feira (14), horas após o envio ser “pacificado” em encontro entre o presidente Lula, ministros palacianos e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Como mostrou a CNNLula e o núcleo próximo ao presidente desejam oficializar o fim da escala 6×1 em 1º de maio, Dia do Trabalhador. A ideia é realizar um evento com apoiadores e o tradicional pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV para anunciar a entrega.

Relator votará pela admissibilidade

Com relação à admissibilidade do texto, uma das principais discussões dizia respeito à possibilidade de a redução da jornada encarecer o custo da mão de obra de estados e municípios. Sem a devida compensação aos cofres dos entes, poderia haver inconstitucionalidade. O relatório indica que, por se tratar de uma PEC, a matéria não precisa prever tal equilíbrio.

Também havia debate sobre a limitação do número de dias da escala de trabalho, que poderia ferir a liberdade das negociações coletivas. O parecer não vê inconstitucionalidade. Além disso, há expectativa de que o teto de horas semanais inviabilize jornadas superiores a 5×2.sponsável pelo relatório na CCJ, Paulo Azi analisa a compatibilidade do conteúdo de PECs com a Constituição: a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lópes (PT-MG).

Como havia adiantado, o relator escolheu, além de analisar a admissibilidade, elencar sugestões de mérito às propostas. Ao longo da tramitação, o deputado se reuniu com entidades de trabalhadores e empresários para a formulação.

Paulo Azi disse à CNN que recomendará, por exemplo, a adoção de um período de transição para a implementação das mudanças. O mecanismo se diferencia da “carência” proposta por Erika Hilton e Reginaldo Lópes. Os parlamentares propõem um ano e dez anos, respectivamente, para as regras começarem a valer.

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