Governo sanciona novo PNE com avanços na educação profissional defendidos pela CNC

Governo sanciona novo PNE com avanços na educação profissional defendidos pela CNC

Plano Nacional de Educação terá vigência de dez anos e incorpora metas alinhadas à formação técnica e às demandas do mundo do trabalho

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, na terça-feira (14), o novo Plano Nacional de Educação (PNE), em cerimônia realizada no Palácio do Planalto. Com vigência de dez anos, de 2026 a 2036, a lei estabelece o planejamento estratégico da educação brasileira a partir de 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias que deverão nortear as políticas educacionais em todo o País.

Além do presidente da República, a cerimônia de sanção contou com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini, do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, além de ministros de Estado, parlamentares e outras autoridades convidadas. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) também esteve representada no evento.

Elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2024, o projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional em 2026 após ampla participação da sociedade civil, de entidades educacionais e do Parlamento. O novo PNE abrange todos os níveis e etapas de ensino, da educação infantil à pós-graduação, e define diretrizes voltadas ao fortalecimento da governança, da transparência, do monitoramento contínuo e da alocação de recursos para o cumprimento das metas previstas.

A CNC avalia que a sanção do novo plano consolida avanços relevantes, especialmente no fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), considerada estratégica para o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e o aumento da competitividade do País.

Durante a tramitação do Projeto de Lei nº 2.614/2024 no Congresso Nacional, o Sistema CNC‑Sesc‑Senac atuou de forma ativa nos debates e audiências públicas, apresentando contribuições técnicas voltadas à ampliação e à qualificação da oferta de educação profissional, à interiorização dos cursos e ao fortalecimento da articulação entre ensino e setor produtivo.

Entre os pontos de maior interesse para o Sistema estão as metas direcionadas ao ensino técnico. A Meta 11 prevê que, até 2034, 50% dos estudantes do ensino médio estejam matriculados em cursos técnicos, com parte significativa da expansão no setor público, incluindo a rede federal. Já a Meta 12 reforça a qualidade da EPT, com ações voltadas à permanência e à conclusão dos cursos, além da criação de um sistema nacional de avaliação da educação técnica, alinhado aos arranjos produtivos locais.

O novo PNE estabelece ainda o monitoramento periódico das metas, com avaliações a cada dois anos, e prevê a ampliação progressiva do investimento público em educação, que deverá passar dos atuais 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 7,5% em sete anos, com a perspectiva de alcançar 10% do PIB ao final da vigência do plano.

Para a Confederação, a sanção do Plano Nacional de Educação reafirma a importância de uma política educacional conectada às necessidades do desenvolvimento econômico e social do Brasil. A entidade destaca que seguirá contribuindo para a implementação das metas previstas e manterá o diálogo permanente com o poder público em defesa de uma educação profissional forte, moderna e alinhada ao mundo do trabalho.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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