School bag with books and equipment

COMERCIANTES ESTIMAM CRESCIMENTO DE 12% NAS VENDAS DE MATERIAL ESCOLAR

Papelarias fazem promoções e, apesar de terem estoques, alertam que quem compra antes terá maior variedade de produtos disponível
A duas semanas do início do ano letivo 2024, muitos pais ainda não realizaram a compra do material escolar para seus filhos. Com o pagamento do salário do serviço público municipal e estadual esta semana, o movimento nas papelarias deve aumentar, segundo o presidente do SIMPER- Sindicato das Empresas Revendedoras de Materiais de Papelaria e Desenho do Estado de Rondônia, Leonardo Calixto.
“O ideal era que as compras fossem antecipadas, pois as papelarias estão com grandes estoques e muitas promoções. Mas, o consumidor pode ficar tranquilo porque os estabelecimentos estão preparados para atender toda a demanda, pois se prepararam durante o ano de 2023 adquirindo estoques, fazendo treinamento e até contratação de trabalhadores temporários, em alguns casos”, disse. Entre os empresários, uma sondagem feita pela Fecomércio/RO estima um aumento das vendas de 12%
O movimento na maioria das papelarias tem sido intenso nas últimas semanas, segundo a empresária Lúcia Xavier, empresária do segmento de papelaria. “Boa parte dos pais resolveram antecipar as compras e aproveitaram as promoções que irão durar até o fim do estoque. Este ano, investimos não apenas em estoques de material básico – caneta, lápis, caderno, massa de modelar e lápis de cor, exemplo – mas também na qualificação dos nossos funcionários”, disse. De acordo com a empresária, somente para este período de 45 dias, a papelaria contratou 10 trabalhadores temporários para melhorar o atendimento. Além da contratação, a papelaria também tem se reinventado ano após ano para garantir sua permanência no mercado. “Nossa papelaria possui 30 anos e para se manter forte temos investido em inovação de produtos diferenciados, sempre primando pela qualidade e preço bom”, completou a empresária.
PREÇO BAIXO E DICAS
Quem resolveu antecipar as compras do material escolar e aprovou as promoções foi a professora Gláucia Rocha, que é de Imperatriz (MA) e está de férias em Porto Velho. “Resolvi levar daqui o material escolar que é muito mais barato do que na minha cidade. Volto dia 28 (de janeiro) para casa, e dia 29 as aulas recomeçam. Vim à papelaria atraída justamente pelas promoções”, comentou Gláucia, que estava acompanhada do filho Murilo e do sobrinho, Lucas.
O SIMPER, como forma de orientar os pais na hora de adquirir o material escolar de seus filhos, sempre dá algumas orientações que todos os anos fazem uma grande diferença no bolso do consumidor. Confira as dicas: Pesquisar bem antes de comprar, experimentar marcas diferentes (conhecer marcas que não costumam usar, e ver se elas têm boa qualidade), ficar de olho nas promoções (aproveitar as promoções que duram pouco tempo, e que podem ajudar a economizar), planejar as compras (fazer uma lista do que precisa, e seguir o orçamento).Seguindo essas instruções, é possível comprar os materiais escolares sem estresse e sem gastar muito.

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Confederações da indústria e comércio vão ao STF para tentar derrubar isenção de compras até US$ 50

Entidades afirmam que a isenção viola princípios como isonomia, livre concorrência e desenvolvimento nacional; em dez anos, importações de pequeno valor saltaram de US$ 800 milhões para US$ 13,1 bilhões.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) vão ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação conjunta contra a isenção das compras de até US$ 50 em plataformas internacionais de comércio eletrônico, como Shein, AliExpress e Shopee.

O argumento das entidades é que a isenção do imposto de importação, permitida pelo programa Remessa Conforme para compras de até US$ 50, é inconstitucional por violar princípios como isonomia, livre concorrência e desenvolvimento nacional. Aprovada na última reunião de diretoria da CNI, realizada em 18 de dezembro, a ação direta de inconstitucionalidade deve ser protocolada ainda nesta semana.

Os indicadores econômicos, conforme sustentam as entidades, mostram que a total desoneração do imposto de importação causa relevante impacto negativo no crescimento econômico e, como consequência, no emprego, massa salarial e arrecadação tributária. Em dez anos, de 2013 a 2022, as importações de pequeno valor saltaram de US$ 800 milhões para US$ 13,1 bilhões, o que corresponde a 4,4% do total de produtos importados.

Continua após a publicidade Em novembro, a Abicalçados, entidade que representa a indústria de calçados, já tinha tentado reverter no Supremo a isenção das pequenas compras de produtos importados no e-commerce. Movida com a Assintecal, que representa empresas de componentes para calçados, a ação foi, no entanto, rejeitada pela ministra Cármen Lúcia. A relatora considerou que as associações não estavam qualificadas para propor a ação, pois representam apenas uma parcela das atividades econômicas afetadas.

A empresa chinesa Shein é um dos principais alvos dos empresários brasileiros ao pedir a taxação de compras até US$ 50. Foto: Yuichi Yamazaki / AFP Em paralelo aos movimentos do setor privado, a taxação das compras internacionais é uma das propostas em estudo entre lideranças do Congresso e do Ministério da Fazenda para financiar a volta da desoneração da folha de pagamento de 17 atividades, revogada por medida provisória editada na véspera do ano-novo.

Fonte: https://www.estadao.com.br/amp/economia/cni-cnc-stf-derrubar-isencao-compras-50-dolares/

CARD 01

Ministério dos Transportes apresenta projeto de pavimentação da BR-319 durante audiência pública no DNIT, em Porto Velho.

Rodovia já consumiu nos últimos anos mais de R$ 800 milhões em serviços de recuperação

Integrantes do grupo de trabalho do Ministério dos Transportes apresentaram na manhã de terça-feira, 16/01, durante audiência pública no auditório do DNIT, em Porto Velho, aos representantes do Governo de Rondônia, Prefeituras de Porto Velho e Humaitá, empresários e à imprensa, os principais pontos da proposta estudada para a pavimentação da rodovia 319, que interliga a capital rondoniense a Manaus, capital do Amazonas.

De acordo com o Secretário-Executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, a audiência pública serviu para a coleta de sugestões da sociedade organizada de Rondônia, permitindo que o Ministério dos Transportes avalie e elabore um projeto que possibilite a pavimentação da rodovia. Esta foi a terceira audiência realizada pelo grupo. As outras duas foram em Brasília e a segunda em Manaus (AM).

“Precisamos conseguir a licença de instalação. Para evitar o que ocorreu ao longo desses últimos 20 anos, estamos abrindo o diálogo para encurtar esse prazo de licenciamento”, disse George Santoro, ao ressaltar que o Ministério dos Transportes elaborará um relatório apontando os caminhos para a obtenção dessa licença. Esse relatório terá todos os apontamentos feitos pelos representantes da sociedade civil e dos órgãos de controle.

RESPONSABILIDADE

De acordo com o Subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides, o relatório será um “grande mapa de responsabilidades, metas e prazos”, um material nunca visto, segundo ele, quando o assunto é pavimentação da BR-319, contendo soluções viáveis e custos, construídos através do diálogo com todos os segmentos interessados na conclusão do empreendimento.

FECOMÉRCIO-RO

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) foi representada na audiência pública pelo Diretor e Presidente do Secovi, Abrão Viana, que ressaltou a importância do encontro para a formação de um juízo positivo do setor produtivo em relação à reconstrução da Rodovia 319.

“Pelo que nos foi apresentado hoje, podemos dizer que o projeto para a revitalização está avançado e as perspectivas do setor produtivo são enormes. A reconstrução da BR-319 é uma das bandeiras de luta da Fecomércio-RO como vetor do desenvolvimento regional, não apenas para o intercâmbio comercial, mas também para o turismo entre os dois estados”, ressaltou.

Abrão também enfatizou que a importância da BR-319 é cada vez maior para a região, citando ocorrências pontuais que impactaram o cotidiano dos dois estados.

“Tivemos na época da Covid o triste episódio dos cilindros de oxigênio que saíram de Rondônia e ficaram no atoleiro da rodovia, enquanto centenas de pacientes morriam em Manaus. Recentemente, a crise hídrica diminuiu o transporte de alimentos para o Amazonas, que é feito por balsas através da hidrovia do Madeira. Se tivéssemos nossa estrada pronta, o impacto negativo desses dois acontecimentos seria menor”, frisou.

A audiência pública contou com a presença do secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro; da secretária Nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse; do subsecretário de Sustentabilidade, Cloves Benevides; e do diretor-executivo do DNIT, Carlos Barros, além do Vice-governador do Estado e secretário de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Gonçalves, dos deputados federais Lebrão e Fernando Máximo, o presidente da Faperon, Hélio Dias, além de representantes do Exército, Ibama, Censipam, Polícia Rodoviária Federal, sindicalistas do transporte rodoviário, e entidades ligadas à causa indígena.